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30/6/2009
Os jovens no cinema
Na década passada, o cinema era um reduto jovem – o grande programa para se fazer no sábado a tarde. Com a chegada da televisão por assinatura, do incrível mundo de compartilhamento de arquivos pela web e, hoje, da alta definição na sala de casa, muitas pessoas disseram que era questão de tempo até o cinema sair da lista dos lugares mais frequentados pelos jovens.

O que uma pesquisa da Nielsen mostra, porém, vai contra essa crença. Nos Estados Unidos, os jovens de 12 a 17 anos vão mais ao cinema do que qualquer outra faixa etária da população: 32% deles afirmam preferir assistir a filmes no cinema do que em DVDs (24%) e na internet (12%).

A pesquisa Novos Consumidores 2, do Núcleo Jovem, mostra o cinema como a 2ª opção preferida pelo jovem como lugar para estar na cidade (64%), atrás apenas da sua própria casa.

Ainda de acordo com a Nielsen, eles assistiram a uma média de 31,4 filmes em 2008 – contra 25,3 da média geral. Desses, 10,8 foram assistidos no cinema. Entre os gêneros preferidos, a comédia se destaca com 85%, seguida pelos filmes de ação e aventura (80%) e ficção científica (52%).

27% desses jovens viram pelo menos um filme 3D em 2008 – contra 21% do público em geral. 64% desses jovens disseram que a experiência foi melhor que um filme 2D e 75% afirmaram ter interesse em ver mais filmes em 3D.



15/6/2009
Jogos de rua high-tech
Aconteceu nesse fim de semana, em Nova York, o Come Out & Play, um festival com o que há de mais avançado em jogos de rua. Você provavelmente não acompanhou, mas eles mudaram um bocado nas últimas décadas. Estiveram lá desde versões diferentonas de queimada até jogos baseados em sites de relacionamento.

E também o que se convencionou chamar de Big Games: jogos que misturam celular, GPS, internet e qualquer outra tecnologia que você imaginar. É o que torna o evento mais interessante: apesar de várias das atrações parecerem voltadas para maníacos por games, as interações e mecânicas que elas propõem acabam sendo readapdatas depois para outros jogos, campanhas publicitárias e manifestações artísticas.

Esse ano, o destaque vai para alguns aplicativos em iPhone (um deles propõe transformar Manhattan em um campo de golfe), uma competição de fotos em tempo real entre jogadores na China e nos Estados Unidos e uma disputa entre a banda e o público durante um show. Vale a pena para quem quiser conhecer a quantidade de doideiras possíveis de serem usadas na hora de se comunicar com jovens.



29/5/2009
O casamento da internet com a TV
A web vai destruir a televisão? Ou os canais serão sempre a principal fonte de conteúdo dos jovens? Nem um, nem outro: elas provavelmente funcionarão juntas.

Um estudo recente desenvolvido pela empresa Integrated Media Measurement, especializada em medir consumo de mídia, analisou como os telespectadores se relacionam com a internet no momento em que assistem ao horário nobre da televisão. Segundo a pesquisa, os jovens de 20 a 29 anos dividem 15,9% desse tempo de TV com a internet. Essa taxa aumenta entre as mulheres e nos finais de semana. O estudo reforça a idéia de que os jovens de hoje são multitarefa e de que a televisão deixou de reinar soberana em suas vidas (e, segundo a pesquisa mostrada no primeiro post desse blog, ela já perdeu para a internet o posto de tecnologia mais importante da casa).

O interessante dos dados mostrados pela pequisa é que a integração entre a tela da TV e a do computador tem se tornado mais natural para eles, assim como para os canais – que cada vez mais expandem sua atuação em redes sociais – e os anunciantes, que apostam em campanhas multiplataforma.

Uma outra demontração desse casamento entre TV e internet está em uma pesquisa do instituto Park Associates, que mostra que mais de 25% dos usuários de banda-larga entre 18 e 24 anos têm interesse em ter elementos de redes sociais nas suas TVs, como jogos multiplayer, chats dentro dos programas e listas de “mais assistidos”. Além disso, 23% deles querem ver conteúdo de sites como YouTube e Flickr nos seus televisores.



23/5/2009
O YouTube é o novo Google?
A maioria da população consegue notícias pela televisão, e há muito tempo. Então por que, na internet, a coisa teria que ser diferente? Algumas matérias estão relatando que muitos jovens hoje usam o YouTube como ferramenta primária de busca. Se não der, daí vão para o Google. Dessa forma, o YouTube, o segundo site mais acessado do mundo, estaria disputando, com a página inicial do Google, o posto de maior buscador do planeta.

Esse tipo de busca vai fazer cada vez mais sentido quando mais programas de televisão, documentários, entrevistas se juntarem aos vídeos caseiros para criar, no YouTube, um bom retrato do que acontece no mundo. E pode fazer parte de uma tendência maior, segundo a qual estaríamos caminhando para um "mundo visual", no qual telas, fotos e imagens estarão tão presentes que o texto não teria tanto espaço quanto teve nos últimos séculos. É o que diz, por exemplo, John Naisbitt no livro Mind Set. Por outro lado, o sucesso de séries de livros teens como Harry Potter e Crepúsculo serve para amenizar um pouco esse tipo de afirmação.

Qualquer que seja a evolução futura dessa tendência, o ideal é atacar pelos dois lados. Produzir textos, fotos e vídeos e permitir links entre todos. É no que o próprio Google - dono do YouTube e da maior ferramenta de busca do mundo - está apostando.

por Rafael Kenski



14/5/2009
Jovens e meio-ambiente
Recente estudo realizado pelo programa de pesquisa Worldwide Lab revela como os jovens veem as atitudes das empresas com relação ao meio ambiente. Apesar de considerarem importante a preocupação com a natureza, 55% deles dizem que tomam as decisões mais baseadas em preço, e não em atitudes “eco-friendly”. Apenas 14% afirmam que a atuação sustentável da empresa afeta diretamente a decisão de compra.

A maior parte desses jovens, revela o estudo, só acredita em empresas comprometidas com a sustentabilidade quando elas fornecerem provas de sua atuação – seja em comerciais ou demonstrativos financeiros. Apenas dizer que é “verde” não é suficiente. Deve-se mostrar, na prática, que houve um investimento financeiro na questão.

Em pesquisa realizada pela MTV no ano passado, 40% dos jovens entrevistados dizem que as empresas passaram a demonstrar comprometimento com a natureza por interesse financeiro; 39% dizem que apesar de mostrarem em propaganda que preservam o meio ambiente, na prática as empresas poluem e não reciclam; e 37% dizem que elas usam o tema pois está na moda.




8/5/2009
A importância das mães
Para os jovens de diversas partes do mundo, a mãe é a pessoa de maior influência em suas vidas. É o que revela o estudo The TRU Global Teen Study. 80% dos 16 mil jovens entre 12 e 19 anos, entrevistados em 15 países, disseram que ela é a principal conselheira no momento de tomar decisões quanto ao futuro. No Brasil e na Índia, o índice de favoritismo da mãe cresce para 95%.

A extrema importância da mãe para a geração nascida nos anos 80 e 90 apareceu também na pesquisa Novos Consumidores 2, do Núcleo Jovem. Mais do que qualquer outra pessoa do seu convívio (pai, amigos e irmãos), a mãe surgiu como a figura que mais inspira confiança, intimidade e admiração.



23/4/2009
Os jovens dentro e fora das casas
Uma nova pesquisa realizada pelo Ibope, em parceria com a consultoria Troiano, revela o tempo que os jovens estão gastando com atividades dentro de casa. Eles passam, por dia, 4h36 no computador, 2h54 fazendo lição de casa, 2h30 ouvindo música, 2h12 assistindo televisão, 1h48 praticando atividade física e 1h42 lendo.

Esse resultado reforça o que o Núcleo Jovem descobriu por meio da pesquisa Novos Consumidores 2. De acordo com a NC2, 77% dos jovens citam a casa como o lugar em que eles mais gostam de estar na cidade.

Quando não estão em casa, muitos praticam esportes. O Ibope mostra que 89% deles dizem fazer alguma atividade física. As preferidas são: caminhada (43%), futebol (34%), natação (28%), corrida (27%), vôlei (26%) e futsal (25%).



17/4/2009
Os jovens e o branding pessoal
Estudo divulgado pelo site eMarketer mostra o quanto os jovens se preocupam com suas imagens nas redes sociais. Mais de 60% deles acham que podem ser prejudiciais as informações que seus amigos escreveram nos seus perfis virtuais; 48% revelam que não se sentem confortáveis com o que eles mesmos escreveram e 38% dizem se arrepender de informações que já apareceram nas suas páginas.

Com a difusão de redes sociais pela internet, ficou muito mais fácil para os jovens serem vistos, permitindo que explorem seu branding pessoal. E para eles, assim como no mundo real, a imagem que transmitem na rede é de grande relevância. Isso tem provocado, nos últimos anos, uma multiplicação do número de jovens celebrities que foram reveladas na web, tendo diversos leitores em seus blogs e fotologs – e, hoje, seguidores no Twitter.

Por passarem muito tempo abastecendo suas redes com informações, eles podem prejudicar suas horas de estudo, como aponta pesquisa da Ohio University. O estudo mostra, entre outros dados, que usuários do site de relacionamento Facebook estudam de uma a cinco horas por semana. Já entre os não-usuários, a média fica entre 11 e 15 horas.



31/3/2009
Relação com formatos publicitários
Recente pesquisa realizada pelo instituto Lightspeed Research, em parceria com a Internet Advertising Bureau, revela a relação dos consumidores com os formatos online de publicidade. Os internautas mais jovens demonstram mais interesse pelas ofertas especiais, informações exclusivas e entretenimento.

Entre os formatos mais lembrados pelos participantes do estudo, destacam-se links patrocinados, banners, email marketing e pop-up. Porém, vale ressaltar que o formato pop-up é um dos que apresentam maior rejeição nesse estudo: 70% dos participantes disseram já ter visto o formato, mas nunca ter clicado.

Pesquisa divulgada em 2008 pelo grupo Next Great Thing, especializado em comunicação para jovens, mostra que, nos Estados Unidos, 58% dos jovens citam o pop-up como o formato que menos gostam.

Resultado parecido aparece no estudo Novos Consumidores 2, realizado pelo Núcleo Jovem. Nele, o pop-up obteve a menor pontuação no Índice NC (-81), que mostra como os jovens percebem os formatos publicitários. O índice, que varia de 100 negativos a 100 positivos, dá as seguintes notas para os outros formatos que se destacaram na pesquisa do Lightspeed: banner 2, email marketing 9 e link patrocinado 39.



17/3/2009
O uso de emails pelos jovens
Em meio à disseminação das redes sociais (e do crescimento do Twitter em vários países, incluindo o Brasil), duas pesquisas recentes mostram o relacionamento que esse público têm hoje com o email.

De acordo com estudo da agência norte-americana eRoi, os estudantes de colegial e universidades possuem, em média, 2,4 endereços de email. A maior parte deles tem email há cerca de oito anos e abriu seu primeiro endereço eletrônico aos 13 anos de idade. O mesmo relatório afirma que as principais formas de comunicação entre os jovens são: mensagens de texto (37%), email (26%), redes sociais (15%) e mensagens instantâneas (11%).

Outra pesquisa, esta da consultoria Participatory Marketing Network (PMN), com jovens entre 18 e 24 anos, mostra que apenas 28% dizem que os emails que recebem de empresas são relevantes. Ao mesmo tempo, são receptivos a mensagens que permitam interação e controle sobre o que chega até eles. Por exemplo: 62% dizem que gostariam de se comunicar com as empresas sobre seus produtos favoritos em troca dos melhores preços e 44% se inscreveriam em um serviço de email que agrupasse diversas ofertas de seu interesse.



6/3/2009
Redes sociais 2
Recentemente, a Skittles, marca de doces da empresa Mars, integrou as redes sociais no seu site oficial.

A seção de vídeos direciona ao canal de vídeos do YouTube; a página de "amigos" é o perfil da marca no Facebook (onde já possui mais de meio milhão de fãs, que aproveitam features como o "mix the rainbow", que permite que os usuários criem suas faixas musicais); a de fotos leva para as imagens sobre o produto no Flickr; e a seção “chatter” direciona para as citações da marca no Twitter (incluindo as negativas, o que provocou rumores de que a seção poderia ser retirada do ar) – esses dois últimos canais dependem exclusivamente na geração de conteúdo pelos usuários.

Já a página inicial é rotativa, podendo ser o Facebook, o Twitter ou até a definição da marca na Wikipedia.



6/3/2009
Redes sociais
De acordo com a pesquisa Novos Consumidores 2, os jovens brasileiros passam 3 horas e 40 minutos, por dia, navegando na internet. Fazendo o quê exatamente? Com a divulgação do mais recente estudo do Pew Research Center, fica claro que, cada vez menos, este tempo é gasto em emails. Segundo o estudo, o número de jovens que usa email caiu de 89% para 73% nos últimos 5 anos. Por outro lado, o Pew revela que, dos jovens usuários de internet, 65% usam sites de relacionamento e 68% enviam mensagens instantâneas.

Por falar em redes sociais: outro estudo, dessa vez da Microsoft do Canadá, revela que, 76% dos jovens dizem ser cuidadosos com as informações que eles colocam nos seus perfis – apenas 2% revelam números de telefone, endereços ou imagens comprometedoras.



26/2/2009
O mercado de games
Pesquisa realizada pela Pew Research Center revela que a atividade favorita da maioria dos jovens na internet de 12 a 17 anos é jogar games online. Outro estudo, apresentado pela agência norte-americana RDA, mostra que os jovens norte-americanos de 12 a 24 anos representam 41% dos gamers.

Nos últimos anos, a indústria de games apresentou um crescimento acelerado, deixando para trás outros setores gigantes de entretenimento, como cinema e música. Faturou, em 2008, 21,3 bilhões de dólares, de acordo com a consultoria NPD.

Os games, tanto online como de consoles (que são cada vez mais online), têm potencial para ser uma grande plataforma para os anunciantes que querem falar com os jovens.

Hoje, destacam-se 3 grandes formas de inserção das marcas nos games: 1) com a criação de games customizados, chamados de advergames; 2) com anúncios dentro dos cenários dos jogos (como outdoors em cidades virtuais), chamados de in-game advertising e 3) com a inserção do produto no contexto do jogo, o chamado de product placement.

Além dessas, abrem-se outras infinitas possibilidades, que podem juntar campanhas reais com jogos online das mais diversas formas.

De acordo com a pesquisa Novos Consumidores 2, a publicidade em games é bem avaliada pelos jovens brasileiros e recebeu nota positiva dos entrevistados pelo estudo.




19/2/2009
O jovem e a TV
Uma recente pesquisa conduzida pela consultoria Deloitte apontou um fenômeno que vem acontecendo entre os telespectadores de televisão nos Estados Unidos. Chamado de O Estado da Democracia Midiática, o estudo mostra grandes variações entre o tempo que as pessoas passam diante da TV dependendo da faixa etária.

Jovens entre 14 e 25 anos assistem à televisão durante 10,5 horas por semana, em média. Adultos com idades entre 26 e 42 anos gastam 15,1 horas – com o tempo aumentando conforme a idade avança.

Outro estudo divulgado neste ano, o State of the Industry, pela empresa de tecnologia norte-americana LiveRail, revela que jovens adultos, de 18 a 24 anos, pela primeira vez estão assistindo mais a vídeos online do que à televisão. A pesquisa Novos Consumidores 2, realizada por este Núcleo Jovem, também aponta menos tempo dedicado à TV do que à internet entre os nascidos nos anos 80 e 90.




11/2/2009
Entre e fique à vontade
Ei, seja bem-vindo. O njovem, que sucede o ytrends como o site de relacionamento do Núcleo Jovem da Editora Abril com anunciantes e publicitários, estréia com grande vontade de ser um endereço familiar. Pra você colocar nos favoritos mesmo.

E por que eu acredito que isso vai acontecer? Porque, aqui, além de conhecer o que a Abril faz para ativar sua audiência jovem, você vai entrar em contato com o melhor set list de pesquisas sobre este público que alguém já se atreveu a fazer (tá, nem foi tão difícil, mas quem está com tempo de atualizar as desks?). A cada novo e importante estudo sobre comportamento e hábitos jovens que surgir no mundo, você pode esperar uma indicação nossa, com direito a comentário e link.

No njovem, você também poderá ver as sondagens sobre consumo jovem que o próprio Núcleo gerou: Novos Consumidores, 10 grandes tendências de consumo e 7 ferramentas inovadoras de comunicação. Aproveite. E dê seus pitacos.

Brenda Fucuta
Diretora do Núcleo Jovem